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Confira nossa crítica de Valerian – A Cidade dos Mil Planetas

Luc Besson diretor de vários filmes de ficção científica, como Lucy (2014) e Quinto Elemento (1997) traz a adaptação de Valerian e Laurine, adaptação da HQ francesa muito famosa nos anos 70 que muitos dizem ser a principal fonte de origem para a franquia Star Wars e outros longas do mesmo gênero.

Valerian pega o espectador logo de cara, a primeira cena te introduzem aos mil planetas, uma imersão total e percebe-se nos primeiros minutos que vem coisa boa por aí, que todas as explicações foram feitas e os mil planetas estão lá para serem explorados.

O grande problema do longa é a sequencia de eventos depois do primeiro ato, tudo precisa ser explicado e re-explicado ao espectador, mas o primeiro ato é tão bem feito e de uma maestria peculiar que toda a sequencia de ações é desnecessária.

Um ponto que merece destaque nessa adaptação é o visual e o uso do 3D, são tantos detalhes, são tantos momentos de bom uso desses artifícios que faz tempo que um filme justifica o ingresso mais caro do 3D, vale muito a pena.

O casal Valerian (Dane Dehaan) e Laurile (Cara Delevingne) não entregam o que se esperam na dupla das HQ’s, Dane faz até um trabalho honesto e consegue usar sua capacidade em momentos de ação e drama, já Cara fica restrita a frases de efeito e auxilio a Dane em momentos de combate, o romance dos dois fica na “expectativa” o longa inteiro, como se eles ficassem apenas no início do relacionamento.

O saldo do filme é positivo, mesmo com os problemas de roteiro e continuidade, mas o visual, as criaturas e o uso do 3D é algo recompensador que faz você ficar em dúvida se você gostou ou não da história. Na dúvida? É melhor assistir.