Thor (1)

Confira nossa crítica de Thor: Ragnarok

Thor (Chris Hemsworth) não conseguiu nos filmes anteriores do personagem trazer um Thor reconhecível com um bom filme, isso fica refletido até na bilheteria dos longas anteriores, Thor e Thor: Mundo Sombrio são as piores bilheterias do universo Marvel nos cinemas, e fica claro no marketing e na forma que Ragnarok foi vendido que o  terceiro filme do asgardiano era a chance de redenção do personagem, e ela acontece! Temos finalmente, um bom filme do deus nórdico.

Os filmes da Marvel Studios, sempre tiveram um tom leve e com comédia bem estabelecidas, e seu diretor  Taika Waititi que vem de ótimos filmes de comédia (Assista “Fuga para a Liberdade”) usa muito bem a fórmula Marvel e ao mesmo tempo dá seu toque, fazendo um dos melhores filmes do Thor e do universo Marvel. As piadas entre os personagens estão lá, mas Taika sabe utilizá-las com maestria e temos momentos engraçados e ao mesmo tempo dão o tom do filme, até mesmo em embates vilões e mocinhos temos alívios cômicos bem colocados e sabendo utilizar a veia cômica de cada ator. Chris mesmo que fez ótimos filmes de comédia recentemente, tem o seu talento aproveitado. O máximo que pode acontecer é um fã que prefere um Thor mais sério e com cara de “poucos amigos” não gostar desse filme.

Além de termos um Thor mais leve, temos um uso melhor do elenco de apoio, Jeff Goldblum (Grão-Mestre), Tessa Thompson (Valquíria) e Loki (Tom Hiddleston) são muito bem utilizados e agregam muito a trama de Ragnarok, suas presenças são justificadas e bem exploradas. Loki inclusive, traz novamente aquela ambiguidade “Vilão/Herói” que tanto gostamos e faz um papel memorável. Até mesmo personagens com pouco tempo de aparição como Korg (Taika Waititi) e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) tem seus momentos e trazem algo para a trama, seja para uma reviravolta ou no clímax do filme.

O ponto negativo de Thor: Ragnarok fica novamente pelo problema crônico da Marvel Studios, tem um vilão (Nesse filme uma vilã) raso  cujo arco se resolve dentro do próprio filme, Cate Blanchett entrega uma boa Hela, mas falta urgência ou uma repercussão de seus atos. Afinal, temos em Ragnarok (A parte mística) a destruição de mundos, mas o problema durante todo o longa parece muito mais simples e com pouca preocupação. Em alguns momentos, esquecemos do todo os problemas que Hela causa no primeiro ato do filme.

O visual de Ragnarok é impecável, inclusive temos várias homenagens ao grande quadrinistas Jack Kirby em vários momentos do longa, todo o visual é claramente inspirado no seu estilo. Os momentos em Sakkar principalmente, alguns quadros e momentos parecem uma transcrição dos quadrinhos de Kirby para as telonas. Além de uma boa história, Thor tem um dos melhores visuais já apresentados pela Marvel Studios, até o 3D é bem utilizado.

O espaço parece o “local seguro” do estúdio, quando o estúdio precisa levar seus personagens para lá (Vide Guardiões da Galáxia 1 e 2), o estúdio se encontra e traz uma boa obra com visuais incríveis, seja por CGI ou efeitos práticos.

Thor: Ragnarok vale o ingresso com toda a certeza, seja por trazer a redenção que o personagem precisava, ou mostrar que o personagem principal pode-se sim se apoiar em grandes pessoas e trazer um aventura memorável. Então já sabe, O deus do trovão merece sua visita ao cinema.