| The Post | Crítica

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Confira a crítica de The Post

O filme The Post se localiza em uma época histórica muito complicada para os Estados Unidos, estamos falando de segredos de guerra sendo desmascarados pela imprensa e outro grande momento é o The Washington Post se tornando um pilar do jornalismo estadunidense. Então fica claro ao espectador que teremos várias subtramas durante o longa e com muito detalhes a serem abordados.

The Post é focado na relação de Ben Bradlee (Tom Hanks) e Katharine Graham (Meryl Streep), ambos com objetivos distintos durante toda a história, mas todas vez que ambos estão em cena, é muito interessante ver como os dois sabem abordar o seu lado da história de uma forma precisa e coloquial.

Ao abordar os documentos de guerra vazados por Robert McNamara (Bruce Greenwood), The Post consegue focar em muitos pontos e trabalha eles com sutileza, temos debate de liberdade de imprensa, constituição americana, preservação de imagem e vários contextos que poderiam deixar o filme pesado ou com excesso de conteúdo, mas o diretor Steven Spielberg soube cuidar de cada assunto e de uma forma que não é tendenciosa ou política demais.

O longa tem uma trama tensa, mas a dinâmica entre as cenas e autores faz com que a tensão fique mudando de lado, há momentos que Brandlee tem a razão, pois os cidadãos americanos merecem a verdade e devem ler no The Washington Post a verdade nua e crua, porém Graham muitas vezes traz a responsabilidade para si, pois ela lida com investidores, acionistas e pessoas de alto escalão que veem no jornal uma fonte de renda, então ela pensa de uma forma diferente dos jornalistas e de como isso irá para o jornal.

Steven trabalha muito bem as cenas de tensão e mudanças de nuances do longa, ele muda a câmera de posição, traz vários planos mais abertos, para mostrar a ação de diversos pontos, como se ele primeiro mostrasse o lugar, depois os atores e aí sim os diálogos. E ele sabe também trabalhar os atores e atrizes que possui, como qualquer redação de jornal, temos pessoas com personalidades diferentes e isso fica claro durante o longa inteiro. Seja nas tomadas que mudam dependendo do ator ou quando Brandlee tem que ponderar para quem ele irá dispor cada trabalho.

O longa é ótimo e trabalha a história do jeito que tem que ser, real, dura e muitas vezes controvérsia, pois há vários pontos além de certo e errado, temos pessoas com personalidades diferentes cujas opiniões irão variar e chegar a um ponto comum é cansativo, mas vale o resultado final que muda totalmente a história.

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