| Star Trek: Discovery | Crítica

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Confira a crítica da primeira temporada de Star Trek: Discovery

A Netflix traz novos elementos ao apresentar Star Trek: Discovery ao público, e do logo de cara, no primeiro episódio descobrimos que já estamos em uma série diferente, pois não acompanharemos um comandante e sim, uma primeira oficial negra chamada Michael Burham (Sonequa Martin-Green), mostrando novamente que Stark Trek vai além de estereótipos claros.

A série se desenvolve nos 15 episódios, em pequenos arcos que adicionam muito a trama principal, Michael é a primeira a sofrer a reviravoltas desses pequenos arcos, em um erro grave ela muda logo de cara os rumos da série.

A parte técnica de Discovery merece todos os elogios, a ponte da nave, os cenários que simbolizam os lugares que a equipe visita, são perfeitos, lembrando muito a atmosfera criada nos novos filmes da franquia dos cinemas. A ponte da Discovery lembra muito a ponte da Enterprise de Spock e Kirk no filme de 2009 e nas suas sequencias.

A ideia de colocar a série nos ombros em alguém que não é comandante por erros do passado, é uma ótima ideia, pois facilita o uso dos personagens coadjuvantes, o kelpiano Saru (Doug Jones), a cadete Sylvia (Mary Wiseman) e o capitão Gabriel Lorca (Jason Isaacs) acabam ganhando mais tempo de tela e agregam muito a trama de Discovery, seja pelos alívios cômicos (Sylvia) ou pelas decisões tomadas (Lorca).

A mudanças de rumo da série também serve para mostrar novas nuances dos personagens, por exemplo, Stamets (Anthony Rapp) que começa como um astrobiólogo rude e duro, ele termina mais amável e trabalhando muito melhor em equipe, até personagens que entraram no meio da temporada como Ash (Shazad Latif) consegue mudar os rumos da história e deixar o espectador ávido pelo próximo episódio.

Discovery trabalha inclusive temas pesados, como tortura, abuso sexual e sequestro de uma forma que não fica pesado e consegue discutir os pontos necessários para estes temas e atinge, com certeza, onde precisa, mostrando novamente que mesmo uma série de ficção científica pode sim trabalhar temas reais de uma forma responsável.

O final de temporada chegou bem o ciclo da equipe da Discovery, porém soube deixar as pontas soltas necessárias para uma nova temporada e podemos ver alguns rostos familiares no que veem por aí.

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