| Jogador Nº1 | Crítica

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Confira a crítica de Jogador N°1

Quando Steven Spielberg foi confirmado como o diretor que levaria a obra Jogador Nº1 de Ernet Cline aos cinemas, a grande dúvida foi, teríamos um Spielberg com uma temática adulta (Lincoln e Lista de Schindler) ou um diretor que sabe trazer uma temática jovem a diversas gerações (Parque dos Dinossauros e E.T). Tivemos sorte, pois Jogador Nº1 está na segunda opção.

No longa, somos apresentados a Wade Watts (Ty Sheridan), órfão que simboliza muito bem a geração distópica de Cline. Essa geração não possui mais o que conquistar, pois diversos avanços tecnológicos já foram feitos e isso mina a vontade de tentar algo diferente. Essa geração vê então no mundo no virtual de OASIS, a chance de ser alguém ou fazer a diferença.

O começo do filme é basicamente sobre isso de como o OASIS é uma via de escape de muitos, porém o filme muda totalmente quando o criador deste mundo James Halliday (Mark Rylance) faz um pronunciamento dizendo que quem encontrar três itens espalhados terá o controle total do mundo virtual. É onde somos apresentados ao vilão do longa, Nolan Sorrento (Bem Mendelsohn), onde o empresário vê isso como uma oportunidade perfeita de ter mais dinheiro e controle.

O livro bebe de diversas fontes dos anos 80 e 90, e o livro não faz diferente, o espectador é inundado por diversos easter eggs, alguns inclusive dos próprio Spielberg. A nostalgia dessa época não tratada como desculpa ou pano de fundo, ele revisita a inocência dessas épocas e diversos elementos, todos de uma forma uniforme, nada está ali por acaso. Até mesmo a trilha que poderia ser utilizada apenas pra demonstrar emoção as cenas de ação, são utilizadas com maestria por Spielberg.

Jogador Nº 1 consegue ainda realizar diversas críticas a sociedade online que vivemos hoje, uma atualização necessária em um mundo cheio de realidades virtuais em games e esports crescendo cada vez mais. Mostrando claramente que vivemos cada mais online e menos ligados a realidade.

O longa consegue equilibrar o uso dos dois mundos, o comando de Spielberg nesse balanceamento é primordial e bem amarrado. Cada momento em cada mundo tem uma explicação. Até mesmo quando um humano entra em OASIS, sem ser um avatar, tem um motivo. O roteiro criado por Clime soube trabalhar muito bem isso, deixando no filme o que é primordial para contar a história de Jogador Nº1.

Então já sabe, vá ao cinema e entre no OASIS, mas não esqueça da vida fora dele, ok?

 

 

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